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A volta do homem mais que sensível
Acordo. O sol filtrado pela veneziana desenha faixas de luz onde minúsculos grãos de poeira dançam. Não resisto e, diante de tanta beleza, choro. Penso como é lindo o mundo e quão magnífica é a natureza. Grossas lágrimas banham minha face máscula e metrossexual.
Procuro meus chinelos debaixo da cama. Não os encontro. Onde estariam? Para onde foram? Penso na imprevisibilidade da vida. Por que tudo caminha, inevitavelmente, para a finitude? Por que tudo tem de desaparecer? Desiludido, choro de novo. Mais lágrimas escorrem pelo meu peito másculo, metrossexual e impecavelmente depilado. Meu pé faz contato com o chão gelado. Um calafrio percorre meu corpo másculo, metrossexual, impecavelmente depilado e cuidadosamente malhado. Choro. Ainda em prantos, caminho até o banheiro. Vejo meu rosto no espelho. E um grito de pavor nasce da minha garganta máscula. Oh, o horror, o horror! Estou com uma espinha no nariz. Uma maldita espinha. No maldito nariz. Na maldita cara. Maldita epiderme. Maldito mundo. Maldita maldição. Choro mais uma vez. As lágrimas descem pelo meu corpo másculo, metrossexual, impecavelmente depilado, cuidadosamente malhado e absolutamente despido. O rio de lágrimas desliza pelos ladrilhos cerúleos com apliques de pastilhas em forma de margaridas até sumir no ralo de metal fosco escovado. Não! Não! Não! Recuso-me a me render ao destino irônico, cruel e desumano. Enfrentarei as intempéries, mundo! Você não me derrotará! Enxugo as lágrimas, pego um pequeno pedaço de papel higiênico e encaro a horrorosa espinha. Meus dedos másculos e metrossexuais apertam minha epiderme macia e levemente bronzeada, porém máscula. Dói. E eu choro. Por que há tanto sofrimento no mundo, meu deus? Por quê? Por quê? Aperto mais. Continua doendo e eu continuo chorando. Enfim, o sofrimento chega ao fim. Um líquido esverdeado como máscara de abacate é expelido pela epiderme ferida. Sai um pouco de sangue. Eu desmaio. (Na próxima aventura, o Homem Mais que Sensível passa um creme cicatrizante na sua pele sofrida e metrossexual, porém máscula. E chora.) Escrito por Mulher honesta às 12h35 [ ] [envie esta mensagem ] |
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"Não é fácil ser gorda. Não é fácil se olhar no espelho e se sentir o próprio Baby-Dino. Pior ainda é tentar emagrecer. Sempre é um desastre.Minha primeira tentativa de emagrecer foi no Vigilantes do Peso. A primeira noite em que fui ao Vigilantes, achei o máximo.Quem recebia a gente era uma mulher loira, muito alto astral, com umas roupas justas e pulseiras beeeeeem exageradas. - "Gente! Como foi a semana de vocês? Se comportaram?" Aí, ela começava a elogiar as pessoas que tinham emagrecido. Mas eu não queria elogio, queria que ela chegasse para mim e dissesse: - "Sua gordinha miserável, comedora de chokitos." Leia o texto inteiro (e divirta-se) na área "Convidados" Escrito por Mulher honesta às 16h05 [ ] [envie esta mensagem ] |
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Eles chegaram! Cá estão os textos inéditos. Não percam a visita de Gisela Rao aos Vigilantes do Peso, a crônica sobre os metrossexuais, esses frescos, e o novo conto "Rebanho do Aconcágua". Escrito por Mulher honesta às 17h06 [ ] [envie esta mensagem ] |
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Hoje é dia de texto novo Para quem já quer crônica nova, uma má notícia: só na quarta. Mas quem quer contos novos e texto fresquinho de convidado, o site terá novidades ainda hoje. E a presença ilustre dessa semana é da minha amiga, e romancista (!), Gisela Rao! Escrito por Mulher honesta às 11h07 [ ] [envie esta mensagem ] |